Devo ser mesmo o cara mais estranho que conheço. Quem sabe o cara mais estranho do mundo. Digo isso porque o que tenho visto de matérias, programas, blogs e sites sobre o amor é aterrorizante. Aí você, caro leitor, me perguntará: Por que o amor te assusta? E eu responderei que não é o amor que me assusta. É a falta de amor. A falta de entrega e paciência para viver uma história bacana. Hoje em dia as pessoas tem o ideal do amor romântico, aquele no qual vai surgir o principe encantado em um cavalo branco ou a princesa perfeita, bem ao estilo dos contos de fadas. Com a inclusão de agora serem economicamente estáveis e sem nenhum defeito. Li em algum lugar que isso é culpa de uma cultura cinematográfica e literária que defende uma vida perfeita na qual o casal se conhece, se apaixona, se casa e vive feliz para sempre. Mas e a partir daí o que acontece? Será que esse amor aguenta a intimidade de se viver a dois? Aceita os defeitos que, cedo ou tarde, se sobreporão as qualidades? Por que não existe um filme ou livro que nos conte o depois do final feliz? Claro que não estou me referindo ao filme Shrek, que só teve mais continuações por ser um filme bem rentável. Me refiro as comédias românticas que nunca tem um epílogo do grande amor entre seus protagonistas. Existe algum? Algum que aborde a problemática real de se viver um amor? Acho que não.
Já vivi um amor desse tipo. Já senti borboletas no estômago e senti meu peito doer de tanto que amei. Mas as borboletas cansaram de voar e foram planar em outros lugares. A partir daí, a convivência foi ficando díficil e chata. Cobranças começaram a surgir e aquilo me sufocou. Tentei dar um ponto final, mas a fagulha que ainda restava impediu que eu pusesse um fim. Típico daqueles casais que sabem que o amor acabou ou que já não faz tanto bem - Miguel Falabella disse em uma entrevista de lançamento de uma novela que sua trama tratava de duas pessoas que se amam, mas não foram feitas para viver juntas - e protelam a iminente separação em prol de... Do que mesmo? De uma prorrogação de brigas, discussões e falta de respeito que, muitas vezes, terminam em um ódio mortal. É esse tipo de amor que me assusta. O começo de uma relação é sempre lindo, com tudo azul e pessoas externando somente o que tem de melhor. Mas o tempo passa, as máscaras caem, comportamentos se revelam e defeitos começam a saltar aos olhos como se tivessem sido adquiridos depois do relacionamento. A quem se quer enganar? Ninguém muda de uma hora para outra e, se paramos para pensar, veremos que tudo aquilo sempre esteve ali. Seres humanos se maqueiam para conquistar passando um verniz de educação, beleza e bondade quase perfeitas. No entanto sempre se deixa uma frestinha para se ver que aquilo não é real. Daí é só puxar o papel de parede e ver a realidade: Ninguém é perfeito. Nem eu, nem você, nem o santo papa da igreja católica. Somos todos de carne e osso e não personagens de ficção romântica de autores que idealizam um mundo perfeito para atrair leitores ou espectadores. Na vida real somos todos abarrotados de defeitos e qualidades que, bem dosadas, nos fazem mais ou menos atraentes aos olhos de nossos semelhantes.
Acredito sim no amor, e julgo hoje viver um amor perfeito, e venho sendo muito feliz como nunca fui antes, mas é inevitável não ter medo que tudo isso um dia mude, que o amor, a paciência e a tolerância um dia acabem, eu quando amo me entrego muito e sou sempre eu em todos os momentos, e sinto que venho sendo amado assim também, sei que mascaras uma hora caem, então procuro ser eu mesmo desde o primeiro contato que tenho com alguém. Infelizmente meu histórico tem sido na maioria de pessoas assim. Por isso agora que sinto que encontrei a pessoa certa não abro mão de cultivar todos os dias esse sentimento para que ele não se torne somente uma lembrança mas sim a minha realidade de todos os dias!



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